CATEQUESE


MENSAGEM AOS CATEQUISTAS

“Michel Salamolard e Jean-Loys Ory”

               Ser catequista, nos dias de hoje, é uma missão importante, confiada pelo Cristo, e que padres e leigos devem assumir juntos.
               Ser catequista, nos dias de hoje é, também, tarefa difícil, num mundo que está em permanente mutação e onde idéias e convicções as mais diversas e contraditórias se confrontam.
               Ser catequista, nos dias de hoje, é, também, uma fonte de imensa alegria, diante das maravilhas que Deus realiza no coração das crianças, dos jovens e dos adultos. E é também a fonte de uma renovação pessoal na fé.
               Mas, ao engajamento generoso, segue-se, facilmente, o desânimo, caso uma formação inadequada e um acompanhamento pessoal não estejam presentes para manter o impulso inicial.
               Há mais de 50 anos, um professor de pedagogia da Universidade de Fribourg, Mons. E. Dévaud, ressalva que a finalidade da catequese não é, antes de tudo, o saber, mas sim uma vida a desenvolver, atitudes cristãs a promover. O saber é, por certo, indispensável e deve estar a serviço da vida com o Cristo, da vida no Cristo. A preocupação constante dos catequistas deve ser a de dar a conhecer Jesus Cristo, para que crianças, jovens e adultos, dos quais os catequistas se dirigem, vivam dele e com ele uma vida nova, animados por seu Espírito. Este é o motivo pelo qual, na catequese, é importante dirigir-se à pessoa em seu todo e não somente à sua inteligência, por meio de atividades que utilizem todas as faculdades da pessoa humana. E a primeira “atividade” é, sem dúvida alguma, a prece silenciosa, que deve permitir um contato pessoal com Deus, o encontro e a descoberta de um Deus que nos ama.
               Se desejamos evitar a separação entre a fé e a vida, é importante fazer interagir, constantemente, a fé e a vida, a fé e a experiência humana de cada um, a fé e a experiência cristã de cada indivíduo, a fé e a vida da Igreja. Fiéis à intuição fundamental do Plano-padrão, devemos nos permitir uma melhor compreensão deste princípio de base chamado de “interação”.
               “Eu vim para que tenham a vida e que a tenham em abundância”, disse-nos Jesus. Quando fomos batizados, fomos chamados a viver uma vida nova, uma vida no Cristo, uma vida de amor a Deus e aos outros. Fomos chamados a viver, em profundidade, com Deus, todos os aspectos pessoais, familiares, sociais e políticos de nossa vida humana. Fomos chamados, segundo a bela expressão de Santo Inácio de Antioquia, no século II, a “imitar os bons costumes de Deus”.
               Esta é a mensagem luminosa que nós, catequistas de hoje, devemos anunciar aos catequizandos que nos são confiados. Contudo, é mister não esquecer que, antes de tudo, devemos vivenciá-la.


  Pre-catequese

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